Um teletransporte para o Myanmar

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Edição 276 – 01/09/18 a 30/09/18
Turismo
Por Gabriela Mendes e Ursulla Lodi Gira Mundo – www.bloggiramundo.com
Fotos: Divulgação

O Rá se pegou pensando quantas formas diferentes existem de viver esta vida? Se dentro de um grupo de amigos já nos deparamos com diferentes existências, quem dirá do outro lado do mundo, no Myanmar. O país tem uma cultura totalmente diferente da nossa que apenas se abriu para o ocidente há pouco mais de 5 anos depois de mais de meio século fechado por um regime militar.

Acho que é esta curiosidade uma das forças que habita em mim e move a minha própria existência. Conhecer o novo, o verdadeiro, o cru é se deparar com uma nova possibilidade de viver, nunca antes imaginada. É neste sentimento que mergulhamos ao viajar pelo Myanmar, a Terra Dourada que é inspiração pura.

Myanmar: uma experiência cultural verídica

Durante a fase de preparativos da minha viagem para o oriente, um dos lugares que eu mais esperava conhecer era o Myanmar, sobretudo pela possibilidade de uma experiência cultural autêntica, em um país que ficou tantos anos fechado. Sonhava com os famosos campos repletos de pagodes dourados de Bagan, com o balé dos pescadores de Inle Lake e o que posso dizer do fundo do meu coração é que este foi um dos lugares que mais me marcaram como viajante, não só pela realização destes sonhos.

No Myanmar o que você vai ver não necessariamente será belo, mas te garanto que será verdadeiro, real. Por lá nos deparamos com as verdades nuas e cruas de um país que se mostra resiliente diante do turismo higienista que bate em suas portas com maquininhas de cartão de crédito. Esta vivência nestes cenários inéditos que me encheu os olhos e ainda me emociona ao revisitá-lo ora em palavras.

 Mais sobre o Myanmar: muita história pra contar

Myanmar, Mianmar, Burma ou Birmânia é um grande país de 55 milhões de habitantes do sul da Ásia, que faz fronteira com a China, Tibet, Butão, Bangladesh, Índia, Tailândia e Laos. Justamente por estar no meio de tantos povos tão diferentes, sua cultura é híbrida, sendo igualmente diversa e rica, mesmo tendo permanecido fechado por tanto tempo. Na verdade, neste prisma, o isolamento acabou por preservar sabedorias milenares das interferências globalizantes ocidentais.

Digo fechado, pois o país apenas começou a se abrir para o turismo estrangeiro de fato em 2012, causando um crescimento exponencial no número de turistas e o início de um processo de intensas e rápidas transformações que acabam por ameaçar esta nuvem de pureza que ainda paira pela Terra Dourada.

Mesmo com este boom do turismo, Myanmar recebe apenas 1% do número de turistas de sua vizinha Tailândia, o que torna esta a hora certa de conhecê-lo se você também procura autenticidade nos seus voos.

O país que era uma área de influência da cultura indiana, foi unificado pelo budismo no século XI, abandonando a tradição hinduísta. Neste ínterim, a região foi também brevemente dominada pelo Império Mongol, o que explica muito algumas iguarias típicas – como a carne de búfalo, a apreciação das vísceras e a deliciosa salada de folhas de chá. Durante os séculos XIII e XIV dinastias oriundas do Sul da China e do Sudeste Asiático, instauraram a tradicional cultura birmanesa, sendo neste período que se ergueram os templos de Bagan.

Após a reunificação do país, auxiliada pelos portugueses, Myanmar expandiu seu poderio até o Golfo de Bengala, ameaçando o interesse colonialista britânico.

Depois de três grandes guerras, submeteu-se, por fim, em 1855 ao controle inglês, adotando o nome de Burma – em português, Birmânia – sendo que apenas em 1937 os britânicos desmembraram o território da Índia. Finda a sangrenta ocupação japonesa durante a Segunda Grande Guerra e a reocupação inglesa, em 1948 o país proclamou a sua independência.

Mas, apesar do declínio do colonialismo, a vida política do país continuou conturbada. Em 1962 um golpe de Estado aboliu a Constituição e deu início à ditadura militar – que governou o país, entre instabilidades e guerrilhas, até 2011, quando iniciou-se o processo de democratização e abertura vigente. Atualmente, inclusive, a primeira-ministra é uma mulher, isso que é progresso!

Seu roteiro de 8 dias: Bagan, Inle Lake e Mandala

O Saindo de Bangkok, na Tailândia, compramos um voo de ida e volta para Mandalay com a Bangkok Airways, que seria nosso último destino e onde tínhamos outro voo para Bagan.

4 dias na cidade que foi a capital do Reino de Pagan e que é conhecida por seus mais de 2000 mil templos foram suficientes para explorar com tranquilidade seus pagodes com visuais apaixonantes. Seguimos para Inle Lake, onde ficamos 2 noites e terminamos em Mandalay, onde tivemos também outras 2 noites.

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