Paquetá

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Edição 282 – 20/03/19 a 20/04/19
Turismo
Por Gabriela Mendes e Ursulla Lodi Gira Mundo – www.bloggiramundo.com
Fotos: Divulgação

Nossas dicas da ilha mais charmosa do Rio

Se eu falar que eu tenho uma queda por Paquetá é pouco. Eu tenho um leve desmaio cada vez que vou pra lá passar uma tarde gostosa, uma festa junina, um carnaval, ou uma mera pedalada despretensiosa me perdendo em suas ruas bucólicas.

A ilha, que fica no meio da Baía de Guanabara – que na verdade é um bairro do Rio, onde moram mais de 5 mil pessoas – é puro charme e pacatez, com ruas de terra em que apenas transitam bicicletas. Crianças brincam e vizinhos se cumprimentam, olha só, ainda existe isso…! Até parece que voltamos num passado com gostinho de nostalgia e carinho carioca.

Conhecer Paquetá, ou, no caso dos cariocas, revisitar a ilha na idade adulta, é um passeio imperdível para quem quer ver um Rio mais autêntico, ou apenas fugir do estresse da cidade grande.

O que fazer em Paquetá

Andar de bicicleta pela ilha: pedalar sem rumo, com pausas estratégicas para piqueniques e longas conversas é a melhor maneira de curtir a ilha. Aproveite para levar sua própria magrela na barca e estender o passeio. Mas se você não tem bike rola de alugar com preço camarada por lá. Logo na rua principal, na saída da barca, seguindo pela Praça Pedro Bruno, já vemos várias lojinhas. A diária sai por menos de R$20. Se você está com crianças existe também a opção de aluguel de triciclo e de pedalinho colorido.

Conhecer a Casa de Artes, onde fica a Torre de Gaudi: acreditando ser Paquetá a ilha das artes carioca, Ormy Toledo adquiriu a propriedade da chácara, em meados do século XX, e instalou a Casa de Artes, sendo a responsável por preciosidades arquitetônicas ali construídas como a Torre de Gaudi e o Pagode Chinês. O projeto de empreendedorismo cultural era tornar o espaço num local turístico, voltando para eventos artísticos e musicais, com saraus, onde participavam Pixinguinha, Lamartine Babo, entre outros eruditos que ali faziam encontros regulares. Até cenário da novela global A Moreninha a casa já foi. Não é pra menos, o espaço, que foi vendido para os atuais proprietários na década de 90, é até hoje admirável pela beleza e atenção aos detalhes, seguindo o projeto cultural de valorização da comunidade. Atualmente funciona também um restaurante bem gostosinho com opções de pratos do dia que saem de R$30-40 por pessoa. Deixo o lembrete para visitar os banheiros do casarão, aberto ao público diariamente das 10 às 17 horas.

Fazer um Piquenique e explorar o Parque dos Tamoios: Com gramados e paisagismo caprichado, o Parque dos Tamoios é uma das melhores pedidas de Paquetá e um ótimo ponto para piqueniques. Mas não vai pensando que a coisa é chique não, o bom é entrar no clima simples e familiar e ir logo pedindo duas bolas de sorvete por R$2. Depois de descansar nas cangas, não deixe de explorar o seu mirante, com ampla vista da ilha.

Tomar uma cerveja Paquetá ou um vinhozinho no Farol: a Cerveja Paquetá, apesar de ser produzida em Nova Friburgo, é rotulada com os emblemas da ilha: o farol, a barca e o belo pôr-do-sol. Esta pode ser encontrada em várias lojinhas e restaurantes. Levar um vinho para curtir o fim de semana também é uma boa sugestão. O farol, é o meu ponto favorito para esse pit-stop, antes da barca de volta chegar, mas o coreto também é um bom local.
Praias: Muito embora tenham muitos corajosos que não resistem nos dias quentes de verão, infelizmente, a água da Baía é, sabidamente, imprópria para banho. Mas mesmo assim, a ilha tem várias prainhas gostosas para estender uma canga e apreciar o pôr-do-sol mais bonito do Rio ou apenas sentar e tomar uma gelada no barzinho, curtindo o visual, com vista para toda a cidade. Aproveite e faça coro nas risadas naturais propiciadas por um local livre de corre-corre. E por quê não andar em um cisne colorido?

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