Os maiores sambas-enredos de todos os tempos do Carnaval Carioca

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Edição 281 – 20/02/19 a 20/03/19
Canto da Crônica
Luis Pimentel – Ilustração: Amorim

O levantamento foi feito pela revista Música Brasileira, há 20 anos. E continua atualíssimo, porque seguramente, de lá para cá, não surgiram sambas que desbancassem esses aqui relacionados (a grande promessa, para o Carnaval deste 2019, é o lindo samba da Mangueira, no qual já estou apostando!). Foram escolhidos por um júri de conhecedores: Aldir Blanc (cronista e compositor), Arthur Rocha (jornalista), Beth Carvalho (cantora), Cristina Buarque (cantora), Felipe Ferreira (jornalista e escritor, com doutorado em Carnaval), Jaguar (cartunista), João Carlos de Freitas (músico amador e pesquisador da MPB), Luis Fernando Vieira (professor universitário, escritor e pesquisador), Luís Pimentel (editor de Música Brasileira), Nei Lopes (escritor, pesquisador da cultura popular e compositor), Raquel Valença (pesquisadora e escritora, autora de livros sobre o carnaval e escolas de samba) e Sérgio Fonseca (compositor).

São os seguintes os sambas-enredo escolhidos, pela ordem de votos:

Heróis da Liberdade
Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e Manoel Ferreira – Império, 1971
Chica da Silva
Anescar e Noel Rosa de Oliveira – Salgueiro, 1963
Exaltação a Tiradentes
Mano Décio da Viola, Penteado e Estanislau Silva – Império, 1949
Os sertões
E. Paula – Em Cima da Hora, 1976
Cinco bailes da história do Rio
Silas de Oliveira, Dona Ivone Lara e Bacalhau – Império Serrano, 1965)
O mundo encantado de Monteiro Lobato
Darci, Luiz Batista e Hélio Turco – Mangueira, 1967)
Aquarela brasileira
Silas de Oliveira – Império Serrano, 1964
O grande presidente
Padeirinho – Mangueira, 1953
Bahia de todos os deuses
Bala e Manuel Rosa – Salgueiro, 1969
O mundo melhor de Pixinguinha
Jair Amorim, Evaldo Gouveia e Velha – Portela, 1974
O sonho de um sonho
Martinho da Vila, Graúna e Djalma – Vila Isabel, 1980.
Kizomba, festa de uma raça
Rodolpho, Jonas e Luiz Carlos da Vila – Vila Isabel, 1988.

Também foram lembrados pela equipe os sambas-enredos:

O sonhador das esmeraldas (Silas de Oliveira, Império Serrano, 1955), História do carnaval carioca (Geraldo Babão e Valdelino Rosa, Salgueiro, 1965), 1922, Oropa, Franca e Bahia (Matias de Freitas e Carlinhos Sideral, Imperatriz Leopoldinense, 1970), Sublime pergaminho (Nilton Russo, Zeca Melodia e Carlinhos Madrugada, Unidos de Lucas, 1969), Lendas e mistérios da Amazônia (Catoni, Jabolô e Waltenci, Portela, 1970), Se dá pra rir, dá pra chorar (Celso Trindade, Azeitona, Ronaldo, Ivar, Buquinha e Edmundo Araújo, Unidos da Tijuca, 1981) e Yes, nós temos Braguinha (Jurandir, Hélio Turco, Comprido, Arroz e Já, Mangueira, 1984).