UM SOPRO PRIMAVERIL NO AR

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Edição 276 – 01/09/18 a 30/09/18
Moda
Patrízia Bremer – Jornalista 17478 / Estilista

As quatro estações, que formam a volta que o Mundo dá em um ano, se sucedem num ciclo circadiano. E com o mês de Setembro, uma vez mais está chegando a primavera, a qual se destaca no calendário por marcar o fim do inverno e dar início a um novo ciclo: a Primavera, que é o renascimento, a explosão da natureza adormecida em todo seu esplendor, trazendo mais luz e calor para nossa alegria.

Assim como há um renascimento na Primavera, em que toda a natureza se renova e embeleza no adeus aos dias melancólicos e sem cor do inverno, também na Moda se apresenta o mesmo fenômeno, trazendo um sopro de renovação e de leveza para o armário – e qual a mulher que não adora e anseia por novidades? É o momento em que as cores escuras e os materiais pesados do inverno começam a dar espaço a materiais mais leves e cores mais claras, como o pastel e o “cru” – “cru” não é propriamente uma cor, mas é o matiz natural da fibra do linho, é a sua cor própria tal como veio ao mundo, sem passar por clareamentos ou tinturas. O cru é uma cor aproximada a um café-com-leite bem ralo, claro. Cor perfeita para o meio-termo entre inverno e verão, apropriada para todos os tipos de roupas, sejam elas mais sofisticadas ou casuais, do dia-a-dia, tricôs e malhas.

Sendo uma cor neutra, ela é muito versátil, dando espaço para você multiplicar um “look”, tal qual uma camaleoa, lançando habilidosamente mão dos mais variados acessórios coloridos como echarpes, cintos, coletes, colares, casacos leves abaixo do joelho, jaquetas, etc., ou inter-cambiando com peças de roupa de outra cor e material. A dica é, jogá-lo com a cor “cobre”, que também está entrando forte na paleta de cores atuais. O contra ponto ao cru fica por conta de tecidos mais fluidos com estampas florais em suaves tons pastel. Nessas voltas que o mundo dá muitas vezes a moda se repete porém com pinceladas mais de acordo com o seu tempo e algumas criações esdrúxulas… Hoje em dia, a moda não é mais tão rígida, é bem flexível, dando espaço para todos os gostos. O que vale é a “tendência” – e a tendência atual passa pela década de “80”. Calças mais largas, saias mais rodadas assimétricas, babados, “cachê-coeur”, estilo marinheira e, “sine qua non”, o bom e velho “jeans”, que não abre mão de seu lugar de curinga, um verdadeiro quebra-galho, no guarda-roupa. Conclusão: o que vale é você encontrar o seu estilo, se sentir bem e poderosa no que veste, seja para se exibir, arrasar num encontro especial, ou na labuta do dia-a-dia.

 

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