A arte da degustação

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Edição 281 – 20/02/19 a 20/03/19
Gourmet
Andre Pellegrino – Somelier / Amendola Salumeria

Muitas pessoas me perguntam se degustar e beber um vinho são a mesma coisa, eu respondo que não, degustar e beber são situações diferentes, degustar é na verdade beber com atenção, e apreciar todas as nuances que uma taça de vinho seja branco, rose ou tinto possa oferecer em toda plenitude. E permitir que o líquido possa percorrer toda a extensão do palato e apreciar o retrogosto ao final da degustação. E isso inclui também saber apreciar cada bebida no seu recipiente mais adequado, o que favorece a melhor apreciação aromática e a expressão real da bebida.

O grande mestre cristaleiro George Riedel afirmava que deveria haver tantas taças quantos fossem os rótulos de vinho. Como isso acaba não sendo viável, um determinado número de taças já irão nos bastar.

Um conceito muito importante é a transparência da taça e a sua espessura, quanto mais fina, melhor será a degustação. Recomendo as de cristal ou as mistas de vidro e cristal, pois melhoram bastante a experiência gustativa.

Vinhos tintos são normalmente mais espessos e mais fechados, necessitando um contato maior com o ambiente para revelar seus segredos, por isso serão seguramente melhor apreciados em taças de bojo alto e largo. Os brancos naturalmente mais frescos e aromáticos pedem taças de bojo menor e mais estreito. Assim podemos falar genericamente que dois jogos de taças, um para os brancos e roses e outra para os tintos já atenderiam as nossas necessidades.

Para a degustação de vinhos espumantes as taças finas e alongadas permitem melhor a apreciação do perlage (as pequeninas bolas que sobem pela taça) e as novas em forma de tulipa exalam os aromas com maior nitidez, cabendo a escolha ao critério de cada um.

Assim vamos degustar com mais prazer, e brindar a vida que nos rodeia e nos convida para a felicidade! Tin tin!

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