Primavera, um mundo verde!

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Edição 276 – 01/09/18 a 30/09/18
Gourmet
Andre Pellegrino – Somelier / Salumeria Deli

A tipicidade pode se expressar de diferentes formas, sempre mantendo sua admirável singularidade.

Qual o tamanho da paleta de cores que encontramos nos vinhos?

Brancos, Rosados e Tintos com nuances e matizes ricas em diversidade.

Então onde se enquadraria nesse contexto o Vinho Verde?

A questão é que verde, não está relacionado a cor do vinho, nem está relacionado a maturidade das uvas, que aliás são colhidas maduras, mas ao frescor que emana da taça no ato de sorvê-lo.

Oriundo do noroeste de Portugal, mas precisamente da região do Minho, de clima úmido com alto índice pluviométrico, o vinho verde é antes de tudo um produto típico de Portugal e único no mundo em sua notável singularidade.

Pela diversidade de suas castas que concentram altos níveis de acidez e método de produção, agrega riqueza e originalidade ao universo diversificado de Baco.

Os vinhos verdes tintos mais adstringentes que os brancos e de paladar mais regional, são pouco admirados fora de Portugal, muito embora sejam ótimas companhias para sardinhas portuguesas grelhadas.

Já os brancos são cada vez mais pequenas joias, repletas de frescor e também ganhando ultimamente maior complexidade.

Devido a diversidade presente, os vinhos verdes brancos podem ser apreciados sozinhos num dia de calor em um animado encontro ou acompanhar a gastronomia baseada em frutos do mar e peixes com galhardia.

Normalmente vinificados como vinhos de lote, como os portugueses se referem aos vinhos de assemblage, mas cada vez mais aparecendo na forma de monocastas, vemos uma nítida evolução de paladar e riqueza aromática tornando sua degustação uma agradável experiência organoléptica.

Característica organoléptica de um vinho é a capacidade dos seus atributos em nos impressionar os sentidos.

Descobrir castas autóctones, entre as quais as tintas. Vinhão, Espadeiro ou Alvarelhão e as brancas Alvarinho, Loureiro, Trajadura, Avesso dentre outras, que se revelam surpreendentes aos paladares mais exigentes, e impressionam os sentidos é uma jornada sensorial instigante e indispensável.

Mas a Primavera não é monocromática, o colorido faz parte da sua essência e entre muitas opções surgem brancos aromáticos, roses delicados e tintos frutados e elegantes.

Um brinde a diversidade!

Tin Tin!

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