PROFISSÃO: MENDIGO

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Edição 283 – 20/04/19 a 20/05/19
EDITORIAL

Andar pelas ruas de Copacabana… um sonho! A Princesinha do Mar, com seus encantos, entre o mar e o morro. O bairro capaz de percorrer pelo imaginário de tantos cariocas e turistas. Um bairro marcado pela diversidade, uma cidade dentro da cidade.

São cerca de 150 mil habitantes vivendo no bairro mais famoso do Brasil, que tem 100 Quarteirões – 78 ruas, 5 avenidas, 6 travessas e 3 ladeiras – e área total de 7,84 Km2.
E quantas esquinas, quantas portas de igrejas, padarias, bares, restaurantes, edifícios, praças cada dia mais abarrotadas por uma devastadora realidade social que leva as pessoas a viverem nas ruas, virarem pedintes? Muitas vezes, a mendicância se apresenta como profissão, em que ganha mais os mais “especializados”.

A dificuldade de tantos em conseguir um local digno como moradia, associado a tão almejada oportunidade de educação, crescimento e, por fim, emprego digno leva famílias às ruas do bairro. Dos senhores solitários, aos deficientes físicos e mães com filhos. Sem esquecer de quem vê na mendicância do bairro uma forma de trabalho, trazendo seus filhos para essa rotina, em alguns casos até alugando outras crianças para arrecadar um trocado a mais, alguns simplesmente explorando o trabalho infantil e supervisionando a atividade realizada pelos pequenos. E ainda a modalidade que inclui o fiel amigo cão. A lealdade de alguns parece mesmo ser a especialidade de outros, com seus cachorrinhos fofinhos, buscando sensibilizar e aumentar o valor da caridade do próximo.

Seja pela infelicidade, pela falta de escolha e até pela “esperteza”, o que se vê hoje é um bairro que agoniza a cada 30 passadas, que pede, implora e até coage em busca de uma atenção e retorno.

Quem pode olhar pelos filhos da nossa terra em prol do desenvolvimento não só local, mas da nossa nação?

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