Descaso

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Edição 276 – 01/09/18 a 30/09/18
Editorial

Um monumento máximo da história do nosso país às cinzas. uma tragédia anunciada e o crematório do Museu Nacional, a casa que abrigou a família real brasileira. Uma luta perdida para o descaso e a corrupção que paga e recebe por privilégios que não são de interesse público.

Um país que gasta milhões, bilhões em negociatas enquanto a população não recebe de volta o investimento que faz a cada momento com pagamento de uma quantidade abusiva de impostos. Até 31/08/2018 a arrecadação estava em mais de 1,5 trilhão de reais (segundo o site impostometro.com.br). Para onde vai o nosso investimento?

Nesse 2 de setembro houve a maior perda da história do nosso país e de importância mundial. Com ela descobertas científicas como o crânio de Luzia (que mudou a história com relação a data dos primeiros povos que vieram para a América), os fósseis como o da Preguiça gigante, tantas outras descobertas científicas, além do mobiliário da família real.

Mas que valor tem a história em um país que não dá valor à vida, que matou – e aqui falamos de homicídios e suicídios – 30 vezes mais que a Europa, só em 2016 (segundo os últimos dados do IBGE). Nação que acaba com mais de mil histórias de vida por semana (fonte: Monitor da Violência – site G1).

Um país que aplica o dinheiro arrecadado de mais de 200 milhões de brasileiros, em corrupção, em violência, em desigualdade…

Segundo dados recentes do Unicef, 6 em cada 10 crianças/adolescentes brasileiros vivem na pobreza.

Será que nossos impostos não são suficientes para investir em reestruturar as escolas, reciclando o conhecimento dos professores, oferecendo estrutura física e técnica para um ensino de qualidade, onde valores humanos e respeito à historia sejam exemplos para um futuro melhor com respeito ao próximo e valorização da cultura local?

Que o entendimento, o valor à vida, a democracia e a educação sejam a arma para um futuro melhor, onde a nossa história possa ser contada e revisitada pelos cidadãos.

 

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