Desemprego

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Edição 275 – 01/08/18 a 31/08/18
Editorial

A taxa de desemprego no Brasil atinge 13 milhões de brasileiros, segundo recente pesquisa Pnad Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A queda da taxa de desemprego tem sido puxada pela geração de postos informais, pelo grande número de brasileiros fora do mercado de trabalho e os famosos Nem Nem que não trabalham nem procuram emprego. Hoje são em torno de 65 milhões de pessoas desocupadas. O número de brasileiros que não trabalham nem procuram emprego é o maior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012 (idosos, jovens e estudantes que não trabalham e pessoas que deixaram de ter disponibilidade ou que desistiram de procurar emprego).

A população “ocupada” no país é de mais de 90 milhões, sendo 40% desses empregados informais. O número de trabalhadores com carteira é de quase 33 milhões de brasileiros, o menor em 4 anos. Já o número de trabalhadores por conta própria aumentou nos últimos 12 meses. O número de trabalhadores domésticos também aumentou no período.

O subemprego e trabalho temporário aumentaram e, ao mesmo tempo que se apresentam como novas oportunidades, posicionam nossos trabalhadores de forma instável e muitas vezes não qualificadas no mercado de trabalho. Dados da Associação Brasileira de Trabalho Temporário e da Caixa Econômica Federal mostram previsão para o ano é que as contratações temporárias subam 10% frente a 2017.

As ruas de Copacabana são testemunhas do crescimento da subocupação dia após dia, lojas que fecham a cada dia, restaurantes e até hotéis, fazendo de um bairro nobre da Zona Sul, uma grande cidade dormitório, com famílias inteiras nas ruas, abarrotadas de camelôs, legalizados ou não.

Dando alguma atenção ao fato, a Prefeitura do Rio pretende reorganizar os camelôs da cidade, começando por Copacabana, Leme e Méier. A ideia é o Programa Ambulante Legal, ser implantado de forma progressiva nos próximos 18 meses. Além de medidas para melhorar a identificação dos vendedores regularizados, prevê realização de censo dos comerciantes irregulares, afim de ajudar na elaboração de políticas públicas para qualificação profissional, também facilitando que virem microempreendedores individuais (MEI).

Quando o foco se voltará para a educação?

 

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