Do empoderamento ao feminicídio

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Edição 281 – 20/02/19 a 20/03/19
Editorial

Princesinha, aclamada por ser tão linda! Princesinha dos sonhos de tantos, tantas… a nossa princesinha. Como tantas filhas da pátria, maltratada, desrespeitada, violada. A Princesinha do Mar é mais uma figura feminina que sofre com maus tratos e violência, como tantas outras das nossas princesinhas, meninas, jovens, mulheres, idosas, tantas princesas desrespeitadas pelo machismo, a força bruta, a deslealdade e falta de conscientização.

O Brasil se depara cada vez mais com números assombrosos de feminicídio. Fruto da Lei Maria da Penha, o crime hediondo foi definido legalmente em 2015 como assassinato de mulheres por motivos de desigualdade de gênero. Segundo o Mapa da Violência (divulgado pelo governo brasileiro), no primeiro semestre de 2018, as denúncias de violência chegaram a 73 mil. Em dez anos, houve um aumento de 6,4% nos casos de assassinatos de mulheres, princesas, as nossas princesinhas.

Descaso com a população que merece educação, respeito, segurança e punição aos violadores.

Segundo o levantamento feito pelo site G1, 12 mulheres são assassinadas todos os dias, em média, no Brasil, considerando os dados oficiais dos estados no ano de 2017. De um universo de 4.473 homicídios dolosos, 946 foram feminicídios.

Uma realidade que bate cada vez mais à nossa porta, sem diferença, condição social, credo, sem vergonha de agredir e acabar com a vida do semelhante.

Até quando?

Números atualizados Monitor da Violência: https://g1.globo.com/monitor-da-violencia/noticia/2019/03/08/cai-o-no-de-mulheres-vitimas-de-homicidio-mas-registros-de-feminicidio-crescem-no-brasil.ghtml

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