ALALAÔ

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Edição 281 – 20/02/19 a 20/03/19
Moda
Patrízia Bremer – Jornalista 17478 / Estilista

Este grito de Carnaval aí de cima é para dar as boas-vindas ao Rei Momo. Momo, na realidade, não era um rei, mas um deus da mitologia grega, o deus da zombaria, do sarcasmo e da pâ ndega. Ele está chegando por aqui com sua exuberante e colorida figura, ostentando sua realeza com uma coroa na cabeça e um cetro na mão. Com seu largo sorriso sarcastigo instigando a todos os foliões, que adoram uma farsa, uma sátira, uma zombaria, para se juntarem ao seu fabuloso séquito folgazão neste seu curto e alegre reinado. Para fazer parte desse cortejo temos que nos imbuir do espírito de Momo, pois o seu louco reinado, além de ser um “extravasador” de alegria, é cor, é é fantasia, é disfarce, é folia. Para seguir seu bloco dançando e cantando, jogando confetti e serpentinas vamos disfarçados em algo que não somos nós mesmos mas que nos liberta da mesmice do dia a dia. Para tanto, o melhor a fazer é dar asas à criatividade, à imaginação. Para “abafar” na avenida, no bloco de rua ou no clube, use adereços extravagantes com muito brilho, cor e glitter na fantasia, mas que a fantasia não seja pesada nem volumosa para não tolher seus movimentos. Desperte a artista que existe em você para criar a fantasia dos seus delírios e não economize em adereços e adornos como chapéus, perucas, turbantes e balangandans… e, para dar um “up” com toque de requinte no visual, pode exagerar na maquiage, com muita cor, como o delineador color, abuse do inclusive glitter e de enormes cílios postiços, e que tais…

Se a grana anda curta, e não dá para comprar uma fantasia pronta, use sua criatividade e improvise transformando peças de roupa que já tem no armário em lindas fantasias, sem gastar quase nada. Por exemplo, uma saia curta já meio “detonada”, pode virar uma bela “melindrosa”. Basta pregar 2 ou 3 camadas de franjas de seda na bainha, para dar bastante balanço e usar com uma camiseta de alcinhas na parte de cima. Adorne a camiseta com paetês ou apliques cintilantes. Para completar amarre uma faixa, um “bandô”, na testa, que pode ser de lamê – e arrase.

Os armarinhos especializados oferecem um infinito leque de opções de adornos, apliques, “boás”, lantejoulas, máscaras, colares de todos os tipos, braceletes, adornos de cabeça, e muito mais, que podem ser usados e misturados de mil e uma maneiras, para satisfazer os gostos, as extravagâncias e invencionices de cada quem – dos mais simples aos mais extravagantes decotes ou nas bainhas, mas com estampas soft.

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